Yaxchilán fica no município de Ocosingo, no extremo leste de Chiapas, na margem sul do rio Usumacinta, que marca a fronteira com a Guatemala. É uma das grandes cidades maias do período Clássico, famosa pelos lintéis esculpidos e pelo cenário, e protegida pelo INAH mexicano. Recebe muito menos visitantes que Palenque — em parte porque só se chega de barco.
Um pouco de história
Yaxchilán — chamada de Pa’ Chan por seus governantes — já era habitada no Clássico Inicial e virou potência regional nos séculos VII e VIII d.C., controlando o comércio no Usumacinta e competindo com Piedras Negras, a algumas horas rio abaixo, na atual Guatemala. Sua era de ouro veio com Itzamnaaj Bahlam III (“Escudo Jaguar, o Grande”), que reinou umas seis décadas até 742, e com seu filho Yaxuun Bahlam IV (“Pássaro Jaguar IV”, que reinou de 752 a c. 768), cujos monumentos enchem o sítio. A esposa de Escudo Jaguar, a Senhora K’ab’al Xook, foi homenageada nos famosos lintéis do Edifício 23. As últimas inscrições conhecidas são do início do século IX; depois disso, como outras da região, a cidade foi abandonada. Exploradores chegaram no século XIX — Alfred Maudslay e Désiré Charnay chegaram ambos em 1882 — e Teobert Maler depois lhe deu o nome de Yaxchilán, “pedras verdes”.
Quanto tempo é preciso?
- Um dia longo — o bate e volta clássico saindo de Palenque com Bonampak.
- Dois dias — a versão que recomendamos, com uma noite na selva em Lacanjá Chansayab ou à beira do rio em Frontera Corozal.
- Mais dois dias em Palenque para suas ruínas e cachoeiras, qualquer que seja a escolha.
Como chegar
Cerca de três horas de estrada de Palenque a Frontera Corozal e depois um barco pelo Usumacinta. Nosso guia de como chegar cobre passeios, colectivos e traslados privativos, e o guia do sítio leva você pelas ruínas.
O que ver
Zona arqueológica de Yaxchilán
Zona arqueológica de Yaxchilán Edifício 33
O templo do Pássaro Jaguar IV
A obra-prima de Yaxchilán: um templo bem acima da Grande Praça, com crista vazada, três lintéis esculpidos sobre as portas e uma escadaria hieroglífica que mostra o rei jogando o jogo de bola. Lá dentro fica sua estátua de pedra, sem cabeça.
Zona arqueológica de Yaxchilán Os lintéis esculpidos
Escudo Jaguar, Senhora Xoc e a serpente da visão
Yaxchilán é famosa por seus lintéis de pedra esculpidos, a melhor escultura em relevo do mundo maia. Os mais célebres, do templo da Senhora Xoc (Edifício 23), estão hoje no Museu Britânico e na Cidade do México, mas dezenas de outros continuam no sítio.
O Usumacinta e a Selva Lacandona Frontera Corozal e o Usumacinta
Daqui saem os barcos para Yaxchilán
Uma vila ribeirinha maia ch’ol às margens do Usumacinta, a fronteira com a Guatemala. Do seu cais partem as longas lanchas cobertas que descem o rio até Yaxchilán, e também as que vão para Bethel e La Técnica, do lado guatemalteco.
Veja todos, com como chegar e passeios, no nosso guia do que ver.
Quanto custa
Os preços abaixo são só uma referência — eles mudam, então confira os valores atuais:
| Item | Preço típico |
|---|---|
| Ingresso de Yaxchilán (INAH) | Na faixa de 100 pesos para estrangeiros, em dinheiro no sítio — confira os valores atuais |
| Taxa comunitária, Frontera Corozal | Um valor pequeno por pessoa, em dinheiro |
| Lancha a Yaxchilán, ida e volta | Preço por barco, dividido entre os passageiros — pergunte no cais |
| Ingresso de Bonampak + transporte lacandón | Ingresso do INAH à parte, mais uma taxa de transporte comunitário |
| Bate e volta saindo de Palenque (Yaxchilán + Bonampak) | A partir de cerca de US$105 no GetYourGuide — compare na nossa página de passeios |
| Roteiro de dois dias com noite na selva | A partir de cerca de US$185 no GetYourGuide |
Segurança
Yaxchilán em si é um sítio tranquilo e bem administrado, e milhares de visitantes chegam todos os anos, a maioria em passeios. A estrada de acesso, a Carretera Fronteriza, atravessa uma região de fronteira remota com postos de controle militares e migratórios. A situação de segurança em partes de Chiapas pode mudar, e alguns governos emitem alertas específicos para o estado: consulte os alertas de viagem atuais do seu governo antes de ir, viaje só de dia, ande com o passaporte e considere um passeio organizado. Bloqueios de comunidades às vezes atrasam o trânsito em estradas de Chiapas; os operadores locais costumam saber antes.
Dinheiro, conexão e dicas práticas
- Dinheiro: peso mexicano (MXN). Saque em Palenque — não há caixas eletrônicos confiáveis em Frontera Corozal nem em Lacanjá, e taxas e barcos são pagos em dinheiro.
- Idioma: espanhol, além do ch’ol em Frontera Corozal e do maia lacandón ao redor de Bonampak. Um pouco de espanhol ajuda muito.
- Conexão: o sinal de celular é irregular na estrada da fronteira e fraco nas ruínas. Baixe mapas offline.
- Saúde: use repelente e roupas compridas ao entardecer; beba água mineral ou tratada; o calor e a umidade são o maior desafio.
- Documentos: leve o passaporte e a autorização de turista mexicana (FMM ou registro digital) para os postos de controle perto da fronteira.
Erros comuns
- Tentar fazer Yaxchilán num bate e volta saindo de San Cristóbal — é longe demais.
- Chegar a Frontera Corozal à tarde, com pouco tempo para as ruínas.
- Levar pouco dinheiro — ou esquecer a lanterna para o Labirinto.
- Esquecer o repelente na época de chuvas.
- Dirigir na estrada da fronteira à noite.
